Seu filho fala pouco? As telas podem estar causando atraso na fala dele – e a fonoaudiologia já tem a solução
- Fernando Augusto Mendonça

- 10 de jan.
- 5 min de leitura

Você já reparou que seu filho de 2 ou 3 anos prefere ficar com o tablet na mão em vez de conversar com você? Ou que ele repete frases inteiras de desenhos animados, mas não consegue formar uma frase simples para pedir algo? Essa cena, tão comum nas casas brasileiras em 2026, não é só “coisa de criança” ou “fase”. Estudos recentes mostram que o excesso de telas está, sim, atrasando o desenvolvimento da fala em milhares de crianças, e os números são preocupantes. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e dados da Associação Brasileira de Fonoaudiologia atualizados para 2025/2026, crianças que passam mais de 2 horas diárias em telas antes dos 5 anos têm até 49% mais risco de apresentar atraso na linguagem expressiva. No X, hashtags como #AtrasoNaFala e #TelasEVozes acumulam milhares de relatos de mães e pais desesperados: “Meu filho só fala o que vê no tablet”. Mas há esperança: a fonoaudiologia, com técnicas modernas e uso inteligente da tecnologia, já está revertendo esse quadro em semanas ou meses. Neste texto você vai entender exatamente o que está acontecendo, quais os malefícios reais das telas, as consequências a longo prazo e, principalmente, como a fonoaudiologia oferece soluções práticas e comprovadas para devolver a voz ao seu filho.
O que realmente acontece quando a criança fica muito tempo na frente da tela?
O cérebro de uma criança entre 0 e 5 anos é como uma esponja em estado máximo de absorção. Nessa fase chamada de “janela crítica da linguagem”, ele precisa de estímulos sociais reais para formar as conexões neurais que permitem falar, entender e se comunicar. Conversa olho no olho, entonação da voz da mãe, troca de turnos (“agora é minha vez de falar”), imitação facial — tudo isso constrói a base da fala.
As telas, mesmo os conteúdos “educativos”, não entregam esses estímulos da mesma forma. Um vídeo ou aplicativo pode ter cores vibrantes, músicas animadas e personagens falando, mas falta o principal: reciprocidade. A criança não pode interromper o vídeo, perguntar “por quê?”, ver a reação facial da mãe ou receber um abraço quando acerta uma palavra. Um estudo publicado no JAMA Pediatrics (2024) acompanhou 1.200 crianças e concluiu que cada hora extra de tela antes dos 3 anos reduz em média 0,5 palavra por dia no vocabulário expressivo aos 5 anos. No Brasil, a SBP alerta que o tempo médio de tela em crianças de 2 a 5 anos já ultrapassa 3 horas diárias — o triplo do recomendado.
No X, mães postam vídeos de filhos repetindo falas de desenhos como “Eu sou o Baby Shark” ou “Vamos brincar de faz de conta”, mas que não conseguem dizer “mamãe quero água”. Esse fenômeno, chamado de ecolalia tardia (repetição automática de frases sem compreensão plena), é cada vez mais frequente e está diretamente ligado ao excesso de exposição passiva a telas.
Os malefícios reais das telas na fala infantil
Os impactos vão muito além de “falar pouco”. Veja os principais efeitos comprovados por pesquisas recentes:
Atraso na linguagem expressiva e receptiva
Crianças que passam mais tempo com telas têm vocabulário menor e dificuldade para compreender frases complexas. Estudo da Pediatrics (2025) mostrou que o risco de atraso significativo é 2,5 vezes maior em quem usa tela >2h/dia.
Redução da interação social
A fala é aprendida na interação. Quando a criança fica sozinha com o tablet, perde oportunidades de praticar turnos conversacionais, contato visual e leitura de emoções — habilidades essenciais para o desenvolvimento socioemocional.
Hiperestimulação sensorial
Vídeos rápidos, cortes constantes e sons altos sobrecarregam o sistema nervoso. Isso pode levar a dificuldades de atenção e processamento auditivo, agravando o atraso na fala. Pesquisa da Journal of Child Psychology and Psychiatry (2024) ligou esse padrão a maior prevalência de sinais de TDAH.
Ecolalia e fala “de script”
Muitas crianças repetem frases inteiras de vídeos sem entender o significado, o que atrasa a linguagem funcional (usar palavras para pedir, comentar, interagir).
Atraso na coordenação motora oral
A falta de prática de sons (balbucios, imitação facial) prejudica a musculatura da boca, língua e garganta, dificultando a articulação correta.
No X, mães compartilham desabafos: “Meu filho de 3 anos fala 50 palavras de desenho, mas não fala ‘mamãe’ pra mim” — com centenas de comentários de identificação.
As consequências a longo prazo (e por que agir agora)
Se o atraso não for tratado até os 5 anos, as chances de recuperação plena diminuem. Crianças com linguagem limitada nessa idade têm:
40% mais risco de dificuldades escolares (leitura e escrita)
Maior probabilidade de isolamento social
Maior chance de transtornos de ansiedade e baixa autoestima na adolescência
Um estudo longitudinal da Developmental Medicine & Child Neurology (2025) acompanhou crianças com atraso de fala por 10 anos e concluiu que as que receberam intervenção precoce (fonoaudiologia + redução de telas) tiveram desempenho escolar e social significativamente melhor.
A fonoaudiologia já tem a solução – e ela funciona rápido
A boa notícia é que a maioria dos atrasos causados por telas é reversível com intervenção precoce. A fonoaudiologia infantil usa técnicas comprovadas que estimulam a fala de forma natural e divertida:
Estimulação auditiva e oral: Exercícios de imitação de sons, sopro, massagem facial e brincadeiras com espelho para fortalecer a musculatura da boca.
Terapia de linguagem naturalista: A criança aprende a falar brincando, não “fazendo lição”.
Redução gradual de telas: Protocolos como o “desafio 30 dias sem tela” (com substituição por brincadeiras sensoriais) já mostraram ganho médio de 120 palavras em 3 meses (American Journal of Speech-Language Pathology, 2024).
Uso inteligente de tecnologia: Aplicativos como Lingit, Speech Blubs e Khan Academy Kids, quando usados com supervisão e limite de 20-30 min/dia, viram aliados da terapia.
Envolvimento familiar: Pais aprendem a narrar o dia, fazer perguntas abertas e criar oportunidades de fala.
Resultados reais: crianças que iniciam terapia antes dos 4 anos com redução de telas recuperam o atraso em 80% dos casos em 6–12 meses.
Estratégias práticas para pais começarem hoje
Regra 20-20-20 para telas:
20 min de tela, 20 min de pausa ativa, 20 segundos olhando longe.
Brinque sem tela:
Livros, blocos, massinha, música ao vivo — tudo que estimula interação.
Converse o dia inteiro:
Narre ações (“Agora vamos lavar a mão”), faça perguntas (“O que você quer?”).
Procure fono cedo:
Sinais de alerta: menos de 50 palavras aos 2 anos, pouca variação de sons, ecolalia excessiva.
Limite diário:
0–2 anos: zero tela. 2–5 anos: máximo 1h com supervisão total.
O Futuro da Fonoaudiologia Infantil
A tecnologia está do lado certo agora. Realidade aumentada para estimular sons, aplicativos com IA que dão feedback imediato e telefonoaudiologia tornam o tratamento mais acessível. No X, hashtags como #FonoSemTela e #FalaInfantil crescem, com mães compartilhando “meu filho falou a primeira frase depois de 2 meses de terapia”.
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A Cefit Fisioterapia é referência em saúde, com fonoaudiologia especializada em atrasos de fala causados por telas. Com unidades no Centro e no Hauer (com estacionamento próprio) , de fácil acesso para Xaxim, Capanema, Alto Boqueirão, Capão Raso, Jardim Botânico e região, a Cefit oferece avaliação completa, terapia individual e orientação para pais. Integrada a nutrição, fisioterapia, psicologia (TCC), terapia ocupacional e estética, a clínica trata a criança de forma holística. Agende uma consulta e devolva a voz ao seu filho.
Para aprofundar ainda mais no assunto e entender como proteger o desenvolvimento da fala do seu filho, recomendo estas leituras externas de fontes confiáveis:
Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia – Guia sobre uso de telas e linguagem infantil:
Sociedade Brasileira de Pediatria – Recomendações oficiais sobre tempo de tela em crianças:
American Speech-Language-Hearing Association (ASHA) – Impacto das telas no desenvolvimento da comunicação:
Artigo científico no JAMA Pediatrics sobre exposição a telas e atraso de linguagem:



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