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Ciática: 7 Sinais que Sua Dor Pode Virar Crônica – e Como a Fisioterapia Alivia e Evita a Cronificação

  • Foto do escritor: Fernando Augusto Mendonça
    Fernando Augusto Mendonça
  • há 6 horas
  • 4 min de leitura
magem horizontal realista em 4:3 de uma pessoa sentada em cadeira de escritório, com expressão de dor intensa, mão na lombar e outra descendo pela perna direita, simulando ciática. Ao fundo, parede cinza-escura tipo quadro-negro com linhas brancas desenhadas como faíscas e setas irregulares saindo da lombar em direção à perna, simbolizando dor irradiada. Paleta em tons de cinza, azul escuro e vermelho sutil transmitindo dor e urgência.
Ciática virando crônica? Veja 7 sinais e como a fisioterapia alivia e previne.

Você já sentiu aquela dor que começa na região lombar, desce pela nádega e irradia pela perna como uma descarga elétrica? Que piora ao sentar, ao tossir ou ao tentar levantar? Essa é a ciática clássica — uma condição que afeta cerca de 40% da população adulta em algum momento da vida, segundo dados atualizados da Sociedade Brasileira de Reumatologia em 2025. O problema é que, para muitos, o que começa como uma “dorzinha chata” vai se transformando em um sofrimento diário, limitando movimentos, sono e qualidade de vida. Quando a dor persiste por mais de 3 meses, ela passa a ser considerada crônica, e aí o tratamento fica muito mais difícil. A boa notícia? A maioria das ciáticas não precisa chegar a esse ponto. A fisioterapia, quando iniciada cedo e com técnica correta, alivia a dor aguda e evita que ela se torne uma companheira permanente. Neste texto você vai conhecer os 7 sinais mais comuns que indicam que sua ciática está caminhando para a cronicidade — e, mais importante, como a fisioterapia interrompe esse processo de forma segura, eficaz e sem depender apenas de remédios ou cirurgias.



O que é ciática e por que ela vira crônica?


A ciática não é uma doença em si, mas um conjunto de sintomas causados pela compressão ou irritação do nervo ciático — o maior nervo do corpo humano, que sai da região lombar, passa pela bacia e desce pelas pernas até os pés. As causas mais comuns incluem:


  • Hérnia de disco lombar (mais frequente entre 30-50 anos)

  • Estenose do canal lombar (mais comum após os 60)

  • Síndrome do piriforme (músculo piriforme comprime o nervo)

  • Espondilolistese, tumores, gravidez avançada, entre outros.


Quando a compressão é recente, o corpo reage com inflamação aguda — dor intensa, formigamento, queimação e fraqueza na perna. Se o problema não for resolvido, o nervo pode sofrer alterações permanentes (desmielinização, fibrose), e a dor se torna crônica, muitas vezes acompanhada de dormência, perda de força e até atrofia muscular. Um estudo publicado no The Lancet Neurology (2024) mostrou que 30-40% das ciáticas agudas se tornam crônicas quando não há intervenção precoce adequada.



Os 7 Sinais de que Sua Ciática Está Virando Crônica


Fique atento a esses sinais. Quanto mais deles você apresentar, maior a urgência de buscar ajuda especializada:

  1. Dor que dura mais de 6-8 semanas sem melhora significativa
A ciática aguda costuma melhorar em 4-6 semanas. Se depois disso a dor continua igual ou piora, o nervo já está sofrendo mudanças crônicas.

  2. Dor que se espalha para o pé ou dedos
Quando o formigamento ou queimação chega aos dedos do pé, significa que a compressão é mais grave e o nervo está inflamado há tempo.

  3. Fraqueza muscular progressiva na perna ou pé
Dificuldade para levantar o pé (queda do pé), fraqueza ao subir escadas ou sensação de “perna mole” indicam lesão nervosa já instalada.

  4. Dor que piora com repouso ou à noite
A dor crônica do nervo ciático tende a ser mais intensa quando o corpo está parado, especialmente deitado.

  5. Dormência ou perda de sensibilidade na perna
Quando a região afetada fica “dormente” ou “adormecida”, o nervo já perdeu parte da condução sensitiva.

  6. Dor que não responde mais a anti-inflamatórios ou analgésicos comuns
Isso mostra que o problema não é mais só inflamatório, mas já envolve sensibilização central e periférica do nervo.

  7. Limitação funcional crescente
Você começa a evitar sentar, caminhar, dirigir ou até mesmo deitar de lado porque a dor é insuportável.


Se você reconhece 3 ou mais desses sinais, o risco de cronificação é alto. Mas aqui vem a parte boa: a fisioterapia pode mudar esse rumo.



Como a Fisioterapia Alivia e Evita a Cronificação da Ciática


A fisioterapia não é “só alongamento”. Ela é uma abordagem baseada em evidências que atua em várias frentes ao mesmo tempo:

  1. Descompressão nervosa
Técnicas de terapia manual (mobilização de Maitland, Mulligan) e tração lombar reduzem a pressão sobre o nervo. Um estudo da Spine Journal (2024) mostrou redução de 55% na dor ciática em 8 semanas com tração mecânica associada.

  2. Liberação miofascial e pontos-gatilho
Massagem profunda e uso de instrumentos (IASTM) dissolvem aderências musculares que comprimem o nervo, especialmente no piriforme e quadrado lombar.

  3. Exercícios de deslizamento neural
Movimentos específicos (“nerve gliding”) ajudam o nervo ciático a se mover livremente dentro dos tecidos, reduzindo aderências e sensibilização.

  4. Fortalecimento do core e estabilização lombar
Exercícios como prancha lateral, bird-dog e ponte de glúteo fortalecem a musculatura que protege a coluna e diminuem a carga sobre o disco.

  5. Educação postural e ergonomia
Orientação para sentar, levantar, dirigir e dormir corretamente evita novas compressões.


Estudos mostram que pacientes que iniciam fisioterapia nas primeiras 6 semanas têm 70% menos chance de dor crônica após 1 ano (European Spine Journal, 2025).



Quando procurar ajuda e o que esperar


Procure um fisioterapeuta especializado em coluna o quanto antes se você tiver:

  • Dor que irradia abaixo do joelho

  • Fraqueza ou dormência na perna

  • Dor que não melhora em 2 semanas


O tratamento geralmente envolve 8–12 sessões iniciais (2–3x/semana), com exercícios para casa. Muitos pacientes sentem alívio significativo já na 3ª–4ª sessão.



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